Cremos que para Deus não há família perdida, família que não pode ser restaurada, porque sabemos e cremos que para Deus nenhuma coisa é impossível. (João Bosco)
João Bosco Gomes
Comunidade Família de Nazaré
"Enquanto houver em mim um sopro de vida, que seja para restaurar uma família" (João Bosco Gomes).
Reconciliando-se com Deus
Depois de ter cometido pecado com Betsabé e em seguida ter planejado a morte de Urias, seu esposo, (II Sam 11,1-17) Davi recebeu a visita do profeta Natã, (II Sam 12,1-13) que foi adverti-lo do crime cometido por ele e suas conseqüências. Reconhecendo o pecado cometido, profundamente envergonhado, Davi foi tomado por um grande arrependimento e com humildade pediu perdão a Deus.
“Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniqüidade. Lavai-me totalmente da minha falta e purificai-me do meu pecado. Eu reconheço a minha iniqüidade; diante de mim está sempre o meu pecado” (Sal 50,3-5).
Davi caiu em si e mergulhou em suas misérias, aprofundando-se nelas a ponto de dizer: “diante de mim está sempre o meu pecado”. E ele reconheceu que não adiantaria fazer qualquer sacrifício, oferecer holocaustos sem arrependimento porque seria uma tentativa de enganar a Deus e isto Deus não aceitaria. Por isso ele mesmo dizia:
“Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais e se eu vos ofertasse não aceitaríeis. Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar”(Sal 50,18-19).
Infelizmente muitas vezes tentamos “comprar” a Graça de Deus sem nos arrependermos dos nossos pecados, ajudando os pobres, fazendo caridade e até indo a missa todos os dias, sem entender que o verdadeiro sacrifício, aquele que agrada a Deus, é um espírito contrito e um coração arrependido. Não quero dizer que não se faça caridade e que não se deva ir a missa todos os dias; mas sim, que de nada ou muito pouco vale fazermos caridade ou qualquer outro sacrifício sem um arrependimento sincero e verdadeiro dos nossos pecados, sem nos reconciliarmos com Deus. Por isso Davi clamava:
“Ó meu Deus, criai em mim um coração puro e renovai-me um espírito de firmeza. De vossa Face não me rejeiteis e nem me priveis do vosso Santo Espírito” (Sal 50,12-13).
Davi tinha plena consciência de que tudo o que ele fizesse, mesmo as melhores coisas, de nada valeria porque no pecado, ele estava escondido da Face de Deus (Gen 3,10).
Santo Agostinho, comentando esse pedido de Davi, “criai em mim um coração que seja puro”, dizia que para que seja criado um coração puro, o impuro deve ser esmagado e que para isto devemos sentir aborrecimento por nós mesmos quando pecarmos, porque nossos pecados aborrecem a Deus.
Olhando para a atitude de Davi, que reconhecendo o seu pecado se arrepende profundamente e com humildade recorre à misericórdia do Pai, peçamos a Deus a Graça de também nós, reconhecendo nossos pecados, deles nos arrependamos e procuremos fazer uma boa confissão, recorrendo assim a misericórdia e o perdão de Deus. Que nos desagrade tudo aquilo que possa desagradar a Deus. E sem medo de esmagar o coração impuro, peçamos a Deus um profundo ódio ao pecado, um desejo ardente pelas coisas do Céu e um amor apaixonado por Ele. Que também nós possamos dizer como Davi: Ó Deus, criai em mim um coração puro e renovai-me o espírito de firmeza.
João Bosco Gomes
Fundador e Moderador geral da
Comunidade Família de Nazaré
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João Bosco Gomes - Fundador da Comunidade Família de Nazaré

Arrependamo-nos de nossos pecados, e fujamos a todo custo das ciladas do inimigo de Deus.
Busquemos refugio nos braços de Deus que é verdadeiro PAI, e que não olha nosso passado e sim para o nosso coração verdadeiramente arrependido de tantos erros.Fixemos nossas raizes não neste mundo tenebroso e sim no céu, sendo árvores frutiferas que se encontram no sentido contrário as coisas do mundo.