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	<title>Nossa Igreja</title>
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	<description>Comunidade Família de Nazaré</description>
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		<title>Papa e camisinha: Congregação para a Doutrina da Fé publica nota</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 19:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giselle Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Leonardo Meira Da Redação Canção Nova Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), do Vaticano, publicou uma Nota sobre a banalização da sexualidade, a propósito de algumas leituras equivocadas feitas do livro-entrevista de Bento XVI, Luz do Mundo. O texto vai publicado na edição do L’Osservatore Romano desta quarta-feira, 22, e foi disponibilizado pela Sala [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://familiadenazare.com.br/wp/nossaigreja/files/2010/12/279509.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-687" style="margin: 4px" src="http://familiadenazare.com.br/wp/nossaigreja/files/2010/12/279509.jpg" alt="" width="286" height="320" /></a><span style="color: #888888"><em>Leonardo Meira Da Redação Canção Nova</em></span></p>
<p style="text-align: justify">Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), do Vaticano, publicou uma Nota sobre a banalização da sexualidade, a propósito de algumas leituras equivocadas feitas do livro-entrevista de Bento XVI, Luz do Mundo.</p>
<p style="text-align: justify">O texto vai publicado na edição do L’Osservatore Romano desta quarta-feira, 22, e foi disponibilizado pela Sala de Imprensa da Santa Sé em seis línguas.</p>
<p style="text-align: justify">Acesse</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://familiadenazare.com.br/wp/nossaigreja/?p=685" target="_blank">.: Nota da CDF sobre banalização da sexualidade</a></p>
<p style="text-align: justify">No capítulo de Luz do Mundo dedicado à sexualidade humana, o Papa fala sobre prostituição. Acerca dessa realidade, o Pontífice ressalta que, quem sabe que está infectado pelo HIV e pode transmitir a infecção, põe em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Pode haver casos individuais justificados, por exemplo, quando uma prostituta usa um preservativo, e esse pode ser o primeiro passo rumo a uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade para desenvolver de novo a consciência do fato de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. No entanto, essa não é a maneira verdadeira e adequada para vencer a infecção do HIV. É verdadeiramente necessária uma humanização da sexualidade&#8221;, explicou Bento XVI no livro.</p>
<p style="text-align: justify">De acordo com a Nota da CDF, as palavras do Papa não constituem uma alteração da doutrina moral nem da práxis pastoral da Igreja, conforme já havia salientado o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, em nota oficial.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Foram difundidas diversas interpretações não corretas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual. Não raro, o pensamento do Papa foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos onde se alude à sexualidade humana. O interesse do Santo Padre é claro: reencontrar a grandeza do projeto de Deus sobre a sexualidade, evitando a banalização hoje generalizada da mesma&#8221;, explica a Congregação vaticana.</p>
<p style="text-align: justify">O texto ainda salienta que o Santo Padre nunca disse que a prostituição com o uso de preservativo pode ser licitamente escolhida como mal menor, conforme foi sustentado por alguns grupos.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade&#8221;, diz a Nota.</p>
<p style="text-align: justify">A Nota da CDF coloca em destaque o fato de que o Bispo de Roma não fala da moral conjugal ou da norma moral sobre a contracepção, mas do caso completamente oposto da prostituição, que a moral cristã sempre considerou gravemente imoral.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento&#8221;, esclarece.</p>
<p style="text-align: justify">Sobre a luta contra o HIV, o texto conclui indicando que os membros e instituições da Igreja devem acompanhar as pessoas e formar para a abstinência antes do matrimônio e a fidelidade dentro do pacto conjugal:</p>
<p style="text-align: justify"><strong><em>&#8220;A este respeito, é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque [...] são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor&#8221;.</em></strong></p>
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		<title>Nota da CDF sobre banalização da sexualidade</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 19:01:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giselle Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé Nota da Congregação para a Doutrina da Fé Sobre a banalização da sexualidade A propósito de algumas leituras de &#8220;Luz do mundo&#8221; Por ocasião da publicação do livro-entrevista de Bento XVI, &#8220;Luz do Mundo&#8221;, foram difundidas diversas interpretações não corretas, que geraram confusão sobre a posição da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center">Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé<br />
<strong>Nota da Congregação para a Doutrina da Fé</strong><br />
<strong>Sobre a banalização da sexualidade</strong></p>
<p><strong>A propósito de algumas leituras de &#8220;Luz do mundo&#8221;</strong></p>
<p style="text-align: justify">
<strong>Por ocasião da</strong> <a href="http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=278978" target="_blank">publicação do livro-entrevista de Bento XVI, &#8220;Luz do Mundo&#8221;</a>, <strong>foram difundidas diversas interpretações não corretas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual. Não raro, o pensamento do Papa foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos onde se alude à sexualidade humana. O interesse do Santo Padre é claro: reencontrar a grandeza do projeto de Deus sobre a sexualidade, evitando a banalização hoje generalizada da mesma</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">Algumas interpretações apresentaram as palavras do Papa como afirmações em contraste com a tradição moral da Igreja; hipótese esta, que alguns saudaram como uma viragem positiva, e outros receberam com preocupação, como se se tratasse de uma ruptura com a doutrina sobre a contracepção e com a atitude eclesial na luta contra o HIV-SIDA. <strong>Na realidade, as palavras do Papa</strong>, que aludem de modo particular a um comportamento gravemente desordenado como é a prostituição (cf. <em>Luce del mondo</em>, 1.ª reimpressão, Novembro de 2010, p. 170-171),<strong> não constituem uma alteração da doutrina moral nem da práxis pastoral da Igreja</strong>.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Como resulta da leitura da página em questão, o Santo Padre não fala da moral conjugal, nem sequer da norma moral sobre a contracepção</strong>. Esta norma, tradicional na Igreja, foi retomada em termos bem precisos por <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/index_po.htm" target="_blank">Paulo VI</a> no n.º 14 da <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_25071968_humanae-vitae_po.html" target="_blank">Encíclica <em>Humanae vitae</em></a>, quando escreveu que &#8220;se exclui qualquer ação que, quer em previsão do ato conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação&#8221;. <strong>A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento</strong>. Pelo contrário, a este respeito, o Papa propõe caminhos que se podem, humana e eticamente, percorrer e em favor dos quais os pastores são chamados a fazer &#8220;mais e melhor&#8221; (<em>Luce del mondo</em>, p. 206), ou seja, aqueles que respeitam integralmente o nexo indivisível dos dois significados – união e procriação – inerentes a cada ato conjugal, por meio do eventual recurso aos métodos de regulação natural da fecundidade tendo em vista uma procriação responsável.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Passando à página em questão, nela o Santo Padre refere-se ao caso completamente diverso da prostituição, comportamento que a moral cristã desde sempre considerou gravemente imoral</strong> (cf. <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/index_po.htm" target="_blank">Concílio Vaticano II</a>, <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html" target="_blank">Constituição pastoral <em>Gaudium et spes</em></a>, n.º 27; <a href="http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/indice_po.html" target="_blank"><em>Catecismo da Igreja Católica</em></a>, n.º 2355). A recomendação de toda a tradição cristã – e não só dela – relativamente à prostituição pode resumir-se nas palavras de São Paulo: &#8220;Fugi da imoralidade&#8221; (<em>1 Cor</em> 6, 18). Por isso a prostituição há-de ser combatida, e os entes assistenciais da Igreja, da sociedade civil e do Estado devem trabalhar por libertar as pessoas envolvidas.</p>
<p style="text-align: justify">A este respeito, é preciso assinalar que a situação que se criou por causa da atual difusão do HIV-SIDA em muitas áreas do mundo tornou o problema da prostituição ainda mais dramático. Quem sabe que está infectado pelo HIV e, por conseguinte, pode transmitir a infecção, para além do pecado grave contra o sexto mandamento comete um também contra o quinto, porque conscientemente põe em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública. A propósito, o Santo Padre afirma claramente que os preservativos não constituem &#8220;a solução autêntica e moral&#8221; do problema do HIV-SIDA e afirma também que &#8220;concentrar-se só no preservativo significa banalizar a sexualidade&#8221;, porque não se quer enfrentar o desregramento humano que está na base da transmissão da pandemia. <strong>Além disso é inegável que quem recorre ao preservativo para diminuir o risco na vida de outra pessoa pretende reduzir o mal inerente ao seu agir errado. Neste sentido, o Santo Padre assinala que o recurso ao preservativo, &#8220;com a intenção de diminuir o perigo de contágio, pode entretanto representar um primeiro passo na estrada que leva a uma sexualidade vivida diversamente, uma sexualidade mais humana&#8221;. </strong>Trata-se de uma observação totalmente compatível com a outra afirmação do Papa: &#8220;Este não é o modo verdadeiro e próprio de enfrentar o mal do HIV&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Alguns interpretaram as palavras de Bento XVI, recorrendo à teoria do chamado &#8220;mal menor&#8221;. Todavia esta teoria é suscetível de interpretações desorientadoras de matriz proporcionalista (cf. <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/index_po.htm" target="_blank">João Paulo II</a>, <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_06081993_veritatis-splendor_po.html" target="_blank">Encíclica <em>Veritatis splendor</em></a>, nn. 75-77). Toda a ação que pelo seu objeto seja um mal, ainda que um mal menor, não pode ser licitamente querida. <strong>O Santo Padre não disse que a prostituição valendo-se do preservativo pode ser licitamente escolhida como mal menor, como alguém sustentou. A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade</strong>. Estas ponderações estão na linha de quanto a tradição teológico-moral da Igreja defendeu mesmo no passado.</p>
<p style="text-align: justify">Em conclusão, na luta contra o HIV-SIDA, os membros e as instituições da Igreja Católica saibam que é preciso acompanhar as pessoas, curando os doentes e formando a todos para que possam viver a abstinência antes do matrimônio e a fidelidade dentro do pacto conjugal. <strong>A este respeito, é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque </strong>– como diz o Papa – são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor. &#8220;Por isso, também a luta contra a banalização da sexualidade é parte do grande esforço a fazer para que a sexualidade seja avaliada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade&#8221; (<em>Luce del mondo</em>, p. 170).</p>
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		<title>Catequese de Bento XVI sobre Santa Margarida de Oingt</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 17:35:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giselle Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catequeses]]></category>

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		<description><![CDATA[Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé (tradução de Leonardo Meira &#8211; equipe CN Notícias) Queridos irmãos e irmãs, com Margarida d&#8217;Oingt, sobre a qual desejo falar-vos hoje, somos introduzidos na espiritualidade cartusiana, que se inspira na síntese evangélica vivida e proposta por São Bruno. Não é assinalada a data de seu nascimento, se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4><span style="color: #888888"><em>Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé<br />
(tradução de Leonardo Meira &#8211; equipe CN Notícias)</em></span></h4>
<p style="text-align: justify"><em>Queridos irmãos e irmãs,</em></p>
<p style="text-align: justify">com  Margarida d&#8217;Oingt, sobre a qual desejo falar-vos hoje, somos  introduzidos na espiritualidade cartusiana, que se inspira na síntese  evangélica vivida e proposta por São Bruno.  Não é assinalada a data de seu nascimento, se bem que alguns a coloquem  em torno de 1240. Margarida provém de uma poderosa família de antiga  nobreza do Lionese, os Oingt. Sabemos que a mãe chamava-se também  Margarida, que tinha dois irmãos – Guiscardo e Luigi – e três irmãs:  Caterina, Isabella e Agnese. Essa última a seguirá ao mosteiro, na  Cartuxa, sucedendo-lhe depois como priora.</p>
<p style="text-align: justify">Não temos relatos  sobre sua infância, mas de seus escritos podemos intuir que transcorreu  tranquilamente, em um ambiente familiar afetuoso. <strong>De fato, para  expressar o amor sem limites de Deus, ela valoriza muitas imagens  ligadas à família, com particular referência às figuras do pai e da mãe</strong>.  Em uma meditação reza assim: &#8220;Belo e doce Senhor, quando penso nas  especiais graças que me tendes feito por tua solicitude: antes de tudo,  em como me tendes protegido desde a minha infância, e como me tendes  livrado do perigo deste mundo e me tendes chamado a dedicar-me ao teu  santo serviço, e como me tendes providenciado todas as coisas que me  eram necessárias para comer, beber, vestir e calçar, (e o tendes feito)  de tal modo que não tive como não pensar em todas essas coisas senão  como sinal da tua grande misericórdia&#8221; (Margarida d’Oingt, <em>Scritti spirituali, </em>Meditazione V, 100, Cinisello Balsamo 1997, p. 74).</p>
<p style="text-align: justify">Sempre, das suas meditações, intuímos que entrou na Cartuxa de  Poleteins em resposta ao chamado do Senhor, deixando tudo e aceitando a  severa regra cartusiana, para ser totalmente do Senhor, para estar  sempre com Ele. Ela escreve: &#8220;Doce Senhor, deixei meu pai e minha mãe e  os meus irmãos e todas as coisas deste mundo por teu amor; mas isso é  pouquíssimo, porque as riquezas deste mundo não são mais que espinhos  afiados; e quem mais possui, mais é infeliz. E, por isso, parece-me que  não deixei nada mais que miséria e pobreza; mas tu sabes, doce Senhor,  que se eu possuísse milhares de mundos e pudesse dispô-los de acordo com  minha vontade, abandonaria tudo pelo teu amor; e mesmo se tu também me  desses tudo que possuís no céu e na terra, não me sentiria satisfeita  até que tivesse a ti, porque tu és a vida da minha alma, nem tenho nem  quero ter pai e mãe fora de ti&#8221; (<em>ibid.</em>, Meditazione II, 32, p. 59).</p>
<p style="text-align: justify">Também da sua vida na Cartuxa possuímos poucos dados. Sabemos que, em  1288, torna-se quarta priora, cargo que mantém até a morte, acontecida  em 11 de fevereiro de 1310. Dos seus escritos, no entanto, não emergem  particulares realizações no seu itinerário espiritual. <strong>Ela  concebe toda a vida como um caminho de purificação até a plena  configuração a Cristo. Cristo é o Livro que está escrito, que deve ser  registrado cotidianamente no próprio coração e na própria vida, em  particular a sua paixão salvífica.</strong> Na obra <em>Speculum</em>,  Margarida, referindo-se a si mesma em terceira pessoa, sublinha que, por  graça do Senhor, &#8220;havia registrado no seu coração a santa vida que Deus  Jesus Cristo conduziu sobre a terra, os seus bons exemplos e a sua boa  doutrina. Ela tinha colocado tão bem o doce Jesus Cristo no seu coração  que parecia que esse estivesse presente e que tivesse um livro fechado  na sua mão, para instruí-la&#8221; (<em>ibid.</em>, I, 2-3, p. 81). &#8220;Neste  livro, ela encontrava escrita a vida que Jesus Cristo teve sobre a  terra, do seu nascimento à ascensão ao céu&#8221; (<em>ibid.</em>, I, 12, p. 83).</p>
<p style="text-align: justify">Todos os dias, desde a manhã, Margarida aplica-se ao estudo desse  livro. E, quando já o tendes visto cuidadosamente, começa a ler no livro  da própria consciência, que revela a falsidade e as mentiras da sua  vida (cf. <em>ibid.</em>, I, 6-7, p. 82); escreve de si para ajudar os  outros e para fixar mais profundamente no próprio coração a graça da  presença de Deus, para fazer, assim, que todo o dia a sua existência  seja assinalada pelo confronto com as palavras e as ações de Jesus, com o  Livro da vida d&#8217;Ele. E isso para que a vida de Cristo esteja impressa  na alma de modo estável e profundo, até poder ver o Livro no interior,  ou seja, até contemplar o mistério de Deus Trindade (cf. <em>ibid.,</em> II, 14-22; III, 23-40, p. 84-90).</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Através  de seus escritos, Margarida oferece-nos algumas brechas sobre sua  espiritualidade, permitindo-nos colher alguns traços da sua  personalidade e dos seus dons de governo.</strong> É uma mulher muito  culta; escreve habitualmente em latim, a língua dos eruditos, mas  escreve também em francês provençal e também isso é uma raridade: os  seus escritos são, assim, os primeiros, de que se tem memória, redigidos  nessa língua. Vive uma existência rica de experiências místicas,  descritas com simplicidade, deixando intuir o inefável mistério de Deus,  sublinhando os imites da mente ao contatá-lo e a inadequação da língua  humana ao expressá-lo. Tem uma personalidade linear, simples, aberta, de  doce carga afetiva, de grande equilíbrio e agudo discernimento, capaz  de entrar na profundidade do espírito humano, de colher seus limites, as  ambiguidades, mas também as aspirações, as tensões da alma com relação a  Deus. Mostra uma forte atitude no governo, conjugando a sua profunda  vida espiritual mística com o serviço às irmãs e à comunidade. Nesse  sentido, é significativo um trecho de uma carta a seu pai: &#8220;Meu doce  pai, comunico-vos que me encontro tão ocupada com a causa dos  necessitados em nossa casa que não me é possível aplicar o espírito em  bons pensamentos; de fato, tenho tanto a fazer que não sei para qual  lado me dirigir. Nós não recolhemos grãos no sétimo mês do ano e os  nossos vinhedos foram destruídos pela tempestade. Além disso, a nossa  igreja encontra-se em tão péssimas condições que somos obrigados em  parte a reconstruí-la&#8221; (<em>ibid.</em>, Lettere, III, 14, p. 127).</p>
<p style="text-align: justify">Uma monja cartusiana delineia assim a figura de Margarida: &#8220;Através da  sua obra, revela-nos uma personalidade fascinante, de inteligência viva,  orientada à investigação e, ao mesmo tempo, favorecida por graças  místicas: em uma palavra, uma mulher santa e sábia que sabe expressar  com certo humorismo uma afetividade toda espiritual&#8221; (Una Monaca  Certosina, <em>Certosine</em>, in <em>Dizionario degli Istituti di Perfezione</em>, Roma 1975, col. 777). <strong>No  dinamismo da vida mística, Margarida valoriza a experiência dos afetos  naturais, purificados pela graça, como meio privilegiado para  compreender mais profundamente e auxiliar com mais prontidão e ardor a  ação divina. O motivo reside no fato de que a pessoa humana é criada à  imagem de Deus, e, por isso, é chamada a construir com Deus uma  maravilhosa história de amor, deixando-se envolver totalmente pela sua  iniciativa</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">O Deus Trindade, o Deus amor que se revela  no Cristo lhe fascina, e Margarida vive uma relação de amor profundo  pelo Senhor e, por contraste, vê a ingratidão humana até a covardia, até  o paradoxo da cruz. <strong>Ela afirma que a cruz de Cristo é similar à mesa de parto. A dor de Jesus sobre a cruz é parecida àquela de uma mãe. </strong>Escreve:  &#8220;A mãe que me carregou no ventre, sofreu fortemente, ao dar-me à luz,  por um dia e uma noite, mas tu, belo e doce Senhor, por mim fostes  atormentado não por uma noite ou dia somente, mas por mais de trinta  anos […]; quanto amargamente tendes sofrido por minha causa por toda a  vida! E quando chegou o momento do parto, o teu trabalho foi tão  doloroso que o teu santo suor tornou-se gotas de sangue que escorreram  por todo o teu corpo até a terra&#8221; (<em>ibid.</em>, Meditazione I, 33, p. 59).</p>
<p style="text-align: justify">Margarida, evocando os relatos da Paixão de Jesus, contempla essas  dores com profunda compaixão: &#8220;Tu fostes deposto sobre o duro leito da  cruz, de tal modo a não poder te mover ou girar ou agitar os teus  membros, assim como costuma fazer um homem que padece uma grande dor,  porque permanecestes completamente tensionado e te pregaram com pregos  […] e […] foram lacerados todos os teus músculos e as tuas veias. […]  Mas todas essas dores […] ainda não te bastavam, tanto que desejastes  que o teu lado fosse transpassado pela lança tão cruelmente a ponto de  garantir que o teu dócil corpo fosse totalmente dilacerado e rasgado; e o  teu precioso sangue fluía com tanta força até formar uma longa estrada,  quase como que um grande rio&#8221;. Referindo-se a Maria, afirma: &#8220;Não era  de se admirar que a espada que atravessou o teu corpo também tenha  penetrado o coração da tua gloriosa mãe que tanto amava sustentar-te […]  porque o teu amor foi superior a todos os outros amores&#8221; (ibid.,  Meditazione II, 36-39.42, p 60s).</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Queridos amigos,  Margarida d’Oingt convida-nos a meditar cotidianamente na vida de dor e  amor de Jesus e de sua Mãe, Maria. Aqui está nossa esperança, o sentido  do nosso existir. Da contemplação do amor de Cristo por nós nascem a  força e a alegria para responder com igual amor, colocando a nossa vida a  serviço de Deus e dos outros.</strong> Com Margarida, dizemos também  nós: &#8220;Doce Senhor, tudo isso que tendes feito, por amor a mim e por todo  o gênero humano, faz com que eu te ame, mas a lembrança da tua  santíssima paixão dá um vigor sem igual à minha força de afeto para  amar-te. É por isso que parece […] que encontrei tudo aquilo que tanto  desejei: não amar nada mais que a ti ou em ti ou por amor teu&#8221; (<em>ibid.</em>, Meditazione II, 46, p. 62).</p>
<p style="text-align: justify">À primeira vista, essa figura cartusiana medieval, bem como toda a sua  vida, o seu pensamento, parecem muito distantes de nós, da nossa vida,  do nosso modo de pensar e agir. Mas, se olhamos ao essencial dessa vida,  vemos que diz respeito também a nós e deveria se tornar essência também  da nossa existência.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Ouvimos que Margarida considerou o  Senhor como um livro, fixou o olhar no Senhor, considerou-o como um  espelho no qual aparece também a própria consciência. E, a partir desse  espelho, entrou luz na sua alma: deixou entrar a palavra, a vida de  Cristo no seu ser e, assim, foi transformada; a consciência foi  iluminada, encontrou critérios, luz e foi limpa. Exatamente disso temos  necessidade também nós: deixarmos entrar as palavras, a vida, a luz de  Cristo na nossa consciência para que seja iluminada, compreenda aquilo  que é verdadeiro e bom e aquilo que é mal; que seja iluminada e limpa a  nossa consciência. O lixo não está somente em diversas estradas do  mundo. Há lixo também nas nossas consciências e nas nossas almas. É  somente a luz do Senhor, a sua força e o seu amor que nos limpa,  purifica e nos dá o caminho correto. Portanto, sigamos Santa Margarida  neste olhar com relação a Jesus. Leiamos no livro da sua vida,  deixemo-nos iluminar e limpar, para aprender a verdadeira vida.  Obrigado.<br />
</strong></p>
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		<title>Papa diz que é preciso limpar o lixo da consciência e da alma</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 17:33:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giselle Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catequeses]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O lixo não está somente em diversas estradas do mundo. Há lixo também nas nossas consciências e nas nossas almas. É somente a luz do Senhor, a sua força e o seu amor que nos limpa, purifica e nos dá o caminho correto&#8221;, destacou o Papa Bento XVI na Catequese desta quarta-feira, 3. O Papa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><em><strong>&#8220;O lixo não está somente em diversas estradas do mundo. Há lixo  também nas nossas consciências e nas nossas almas. É somente a luz do  Senhor, a sua força e o seu amor que nos limpa, purifica e nos dá o  caminho correto&#8221;, destacou o Papa Bento XVI na Catequese desta  quarta-feira, 3.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify">O Papa falou sobre a figura de Santa Margarida d&#8217;Oingt (1240-1310), monja que foi a quarta priora da Cartuxa de Poleteins.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Margarida  considerou o Senhor como um livro, fixou o olhar no Senhor,  considerou-o como um espelho no qual aparece também a própria  consciência. E, a partir desse espelho, entrou luz na sua alma: deixou  entrar a palavra, a vida de Cristo no seu ser e, assim, foi  transformada; a consciência foi iluminada, encontrou critérios, luz e  foi limpa. Exatamente disso temos necessidade também nós: deixarmos  entrar as palavras, a vida, a luz de Cristo na nossa consciência para  que seja iluminada, compreenda aquilo que é verdadeiro e bom e aquilo  que é mal; que seja iluminada e limpa a nossa consciência&#8221;,  complementou.</p>
<p style="text-align: justify">O Santo Padre explicou que Santa Margarida concebe  toda a vida como um caminho de purificação até a plena configuração a  Cristo.<strong> &#8220;Cristo é o Livro que está escrito, que deve ser registrado  cotidianamente no próprio coração e na própria vida, em particular a sua  paixão salvífica&#8221;, disse. </strong></p>
<p style="text-align: justify">O ensinamento da monja da  família cartusiana valoriza muitas imagens ligadas à família, com  particular referência às figuras do pai e da mãe, para expressar o amor  sem limites de Deus.</p>
<p style="text-align: justify">Apesar de suas experiências  místicas, Margarida valoriza os afetos naturais, purificados pela graça,  &#8220;como meio privilegiado para compreender mais profundamente e auxiliar  com mais prontidão e ardor a ação divina. O motivo reside no fato de que  a pessoa humana é criada à imagem de Deus, e, por isso, é chamada a  construir com Deus uma maravilhosa história de amor, deixando-se  envolver totalmente pela sua iniciativa&#8221;, expressou o Bispo de Roma.</p>
<p style="text-align: justify">A santa diz que a cruz de Cristo é similar à mesa de parto e que a dor do Senhor sobre a cruz é parecida à de uma mãe.</p>
<p style="text-align: justify"><em><strong>&#8220;Queridos  amigos, Margarida d’Oingt convida-nos a meditar cotidianamente na vida  de dor e amor de Jesus e de sua Mãe, Maria. Aqui está nossa esperança, o  sentido do nosso existir. Da contemplação do amor de Cristo por nós  nascem a força e a alegria para responder com igual amor, colocando a  nossa vida a serviço de Deus e dos outros&#8221;</strong></em>, finalizou.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>A audiência</strong></p>
<p style="text-align: justify">O  encontro do Bispo de Roma com os cerca de 9 mil fiéis reunidos na Sala  Paulo VI aconteceu às 10h30min (em Roma – 7h30min no horário de  Brasília). Bento XVI também pediu orações por sua próxima viagem à  Espanha.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Convido-vos a me acompanhar com vossa  fervorosa oração durante o próximo final de semana, no qual realizarei  uma visita pastoral a Santiago de Compostela, unindo-me assim aos  peregrinos que chegam até os pés do Apóstolo neste Ano Santo. Irei  também a Barcelona, onde terei a alegria de dedicar o maravilhoso templo  da Sagrada Família, obra do genial arquiteto Antonio Gaudí. Vou como  testemunha de Cristo Resucitado, com o desejo de levar a todos a sua  Palavra, na qual podem encontrar luz para viver com dignidade e  esperança para construir um mundo melhor&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Na saudação aos fiéis brasileiros das dioceses de Bragança Paulista e de Passo Fundo, o Papa salientou:</p>
<p style="text-align: justify"><em><strong>&#8220;Sei  que buscais a imensidade de Deus para os horizontes demasiado  estreitos, onde a vida por vezes se perde e agoniza. Cristo é o caminho  para o infinito que buscais: pode parecer estreita a passagem, mas o  resultado é maravilhoso, como no-lo asseguram os Santos&#8221;.</strong></em></p>
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		<title>FINADOS: O CÉU É O LOCAL DO ENCONTRO</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Nov 2010 16:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giselle Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Dia de Finados]]></category>

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		<description><![CDATA[Cidade do Vaticano, 02 nov (RV) &#8211; Celebramos hoje todos os fiéis que já realizaram sua Páscoa, isto é, já passaram para a eternidade, plenamente felizes, já estão na Casa do Pai. Todos nós fomos criados para vivermos eternamente a felicidade, amando a Deus e sendo amados por Ele. É um momento de reflexão sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cidade do Vaticano, 02 nov (RV) &#8211; Celebramos hoje todos os fiéis que já realizaram sua Páscoa, isto é, já passaram para a eternidade, plenamente felizes, já estão na Casa do Pai.</p>
<p>Todos nós fomos criados para vivermos eternamente a felicidade, amando a Deus e sendo amados por Ele.</p>
<p>É um momento de reflexão sobre o sentido da existência humana, de onde vem e para onde vai.</p>
<p>É uma ocasião em que a arrogância e a prepotência devem ceder lugar à humildade e o ser humano reconhecer que, apesar de sua grandiosidade é finito. Teve início e terá fim, basta olhar para aqueles que nos cercavam e agora não mais estão ao nosso lado. Também, deveremos pensar em nós, em nosso futuro, em nosso destino definitivo. Mais cedo ou mais tarde, isso acontecerá.</p>
<p style="text-align: justify">Exatamente por causa dessa certeza, devemos viver bem, em harmonia com todos e preparando nossa morada definitiva. Se a morte é certa, quando ela ocorrerá e de que modo, é uma incerteza. Com ela acabam disputas, vanglórias, riquezas, partidarismos político, idelogias, classes sociais, tudo. Só permanece aquilo que foi realizado por amor e com amor porque o amor é eterno, o Amor é Deus, Deus é Amor! Mesmo o homem mais inteligente e mais rico só levará para o além túmulo aquilo que fez por causa do Amor. O mais se tornará cinzas e irá, com o passar do tempo, para o esquecimento, como nos mostra o que restou de tantos que se julgavam influentes e que até o nome esquecemos.</p>
<p style="text-align: justify">Mas o dia de hoje é um dos marcados pela saudade, pela presença da ausência de tantos entes queridos. Mas essa saudade é um sentimento doce, sofrido, mas doce. Recordamos, isto é, trazemos ao coração, a lembrança de pais, filhos, irmãos, avós, amigos, vizinhos, colegas, conhecidos que marcaram com suas presenças nossa vida, nosso dia-a-dia. Se o nosso relacionamento com eles foi bom, dentro do amor, do carinho, dentro da compreensão e do perdão, o dia de hoje será consolador. Será grato fazer essa recordação. Sofremos a saudade, é verdade, mas não nos desesperamos, porque não desperdiçamos a oportunidade de bem conviver e de amar.</p>
<p style="text-align: justify">Sabemos que um dia nos reencontraremos e juntos, viveremos a eternidade com Deus.</p>
<p style="text-align: justify">O Céu é o local de encontro, onde nossos entes queridos nos aguardam para a vida feliz, em Deus, para sempre amando e sendo amado!</p>
<p style="text-align: justify">Continuemos fazendo o bem, vivendo os ensinamentos cristãos. Eles são o passaporte para chegarmos à Pátria definitiva.</p>
<p style="text-align: justify">Jesus Cristo, Maria e os nossos queridos que já nos precederam, aguardam por nós. Não os decepcionemos!</p>
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		<title>Dia de Finados: secretário-geral da CNBB explica sentido da data</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Nov 2010 16:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giselle Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Dia de Finados]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Dimas]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Redação, com CNBB e agências CNBB &#8211; Secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara BarbosaEm todo o mundo, a Igreja Católica celebra o Dia de Finados em 2 de novembro. Nessa data, missas são celebradas em cemitérios e nas paróquias, especialmente na intenção dos falecidos. Em Roma, como de costume, na quinta-feira, 4, o Papa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #888888"><a href="http://familiadenazare.com.br/wp/nossaigreja/files/2010/11/d.-Dimas-Lara-Barbosa.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-673" style="margin-left: 5px;margin-right: 5px" src="http://familiadenazare.com.br/wp/nossaigreja/files/2010/11/d.-Dimas-Lara-Barbosa.jpg" alt="" width="286" height="320" /></a>Da Redação, com CNBB e agências</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">CNBB &#8211; Secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara BarbosaEm todo o mundo, a Igreja Católica celebra o Dia de Finados em 2 de novembro. Nessa data, missas são celebradas em cemitérios e nas paróquias, especialmente na intenção dos falecidos. Em Roma, como de costume, na quinta-feira, 4, o Papa Bento XVI celebra uma Missa por todos os cardeais e bispos falecidos durante o ano.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Participar desta celebração é um ato de gratidão, caridade e uma consequência da fé. Este é um dia em que nós nos lembramos daqueles que estão na presença de Deus. Para nós, que temos fé, a morte não tem a palavra final. A palavra final pertence à vida, porque o Senhor ressuscitou&#8221;, diz o secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.</p>
<p style="text-align: justify">Aos que visitam o cemitério e rezam pelos mortos, a Igreja concede indulgência plenária. &#8220;Uma vez que os fiéis defuntos, em vias de purificação, também são membros da mesma comunhão dos santos, nós podemos ajudá-los, entre outros modos, obtendo para eles indulgências, de modo que sejam libertos das penas temporais devidas por seus pecados&#8221;, recorda o Catecismo da Igreja Católica (CIC).</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Da mesma maneira que os familiares costumam, em datas especiais, lembrar e orar pelos seus mortos, a Igreja, que acredita na comunhão dos santos, não se esgota na realidade daqueles que caminham neste mundo, mas se estende àqueles que estão na casa do Pai. O corpo de Cristo é a Igreja, não somente constituída da Igreja militante, que são os que caminham, mas também da Igreja Triunfante, que insere os que estão no céu, e da Igreja padecente, que se constitui dos que ainda aguardam a manifestação gloriosa do Senhor&#8221;, explica Dom Dimas.</p>
<p style="text-align: justify">No Dia de Finados, a liturgia indica o uso de paramentos de cor preta ou roxa e pede sobriedade na ornamentação e nos cantos.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Saiba mais</strong></p>
<p style="text-align: justify">O costume de orar pelos mortos é uma realidade desde os primeiros tempos do cristianismo e foi conservado pelas comunidades cristãs. A criação da data deve-se a santo Odilon, que supôs que, do mesmo modo que havia um dia para a celebração de todos os santos, devia também haver um dia dedicado à celebração de todos os fiéis falecidos.</p>
<p style="text-align: justify">Tudo indica que a escolha do 02 de novembro, dia seguinte à comemoração de Todos os Santos, foi feita levando-se em conta que os mortos que não estavam colocados na lista dos santos canonizados tinham também a necessidade de orações. A Igreja oficializou a celebração em 1311 e, em 1915, Bento XV estendeu a solenidade a toda a Igreja.</p>
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		<title>Santidade é objetivo da vida do cristão, diz Bento XVI</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Nov 2010 16:07:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giselle Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angelus]]></category>

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		<description><![CDATA[Rádio Vaticano O Papa Bento XVI recordou nesta segunda-feira, 1º, que a Solenidade de Todos os Santos nos convida a meditar sobre a plenitude da vida divina que nos espera. &#8220;A santidade &#8211; imprimir Cristo em si mesmo, é o objetivo da vida do cristão e nós saboreamos antecipadamente o dom e a beleza da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="color: #888888"><em>Rádio Vaticano</em></span></p>
<p style="text-align: justify">O Papa Bento XVI recordou nesta segunda-feira, 1º, que a Solenidade de Todos os Santos nos convida a meditar sobre a plenitude da vida divina que nos espera. &#8220;A santidade &#8211; imprimir Cristo em si mesmo, é o objetivo da vida do cristão e nós saboreamos antecipadamente o dom e a beleza da santidade toda vez que participamos da Liturgia Eucarística, em comunhão com a multidão imensa de espíritos beatos, que no Céu aclamam eternamente a salvação de Deus e do Cordeiro&#8221;, afirmou o Santo Padre.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;A vida dos Santos, não pertence somente a sua biografia terrena, mas também o seu viver e agir, em Deus, depois da morte. Nos Santos, torna-se óbvio como quem caminha para Deus não se afasta dos homens, pelo contrário, torna-se verdadeiramente próximo a eles&#8221;, disse Bento XVI citando a sua Encíclica Deus caritas est.</p>
<p style="text-align: justify">E recordando os desafios diários que enfrentamos, o Santo Padre destacou que &#8220;o Senhor nos dá a graça para suportar as provações desta vida terrena, as injustiças, as incompreensões e as perseguições&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Em seguida, o Papa destacou que nesta terça-feira a Igreja recorda os fiéis falecidos e ressaltou que &#8220;a separação terrena de nossos entes queridos é certamente dolorosa, mas acompanhada com a oração de sufrágio da Igreja, a morte não pode quebrar a ligação profunda que nos une a Cristo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">O Pontífice confiou aos cuidados da Virgem Maria a nossa peregrinação rumo à Pátria Celeste e invocou sua maternal intercessão para o descanso eterno de todos os nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição.</p>
<p style="text-align: justify">Depois da oração do Ângelus, o Papa expressou seu pesar pelo atentado ocorrido neste domingo, em uma Igreja de Badgá, que feriu cerca de 40 pessoas e deixou 57 feridos. Bento XVI renovou seu &#8220;apelo a favor da paz&#8221;, afirmando que &#8220;ela é dom de Deus, mas é também o resultado dos esforços dos homens de boa vontade, das instituições nacionais e internacionais&#8221;.</p>
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		<title>Amizade é sentimento nobre que a graça de Deus purifica, diz Papa</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Sep 2010 23:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giselle Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Catequeses]]></category>

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		<description><![CDATA[Leonardo Meira Da Redação Canção Nova Bento XVI dedicou a Catequese desta quarta-feira, 15, a Santa Clara de Assis, &#8220;uma das Santas mais amadas&#8221;, afirmou. Acerca da relação fraterna entre Clara e São Francisco, o Papa abordou o tema da amizade: &#8220;A amizade entre esses dois santos constitui um aspecto muito bonito e importante. De fato, quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify"><em><span style="color: #999999">Leonardo Meira<br />
Da Redação Canção Nova</span></em></h4>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #006699">Bento XVI</span> dedicou a <span style="color: #006699">Catequese</span> desta quarta-feira, 15, a <span style="color: #006699">Santa Clara de Assis</span>, &#8220;uma das Santas mais amadas&#8221;, afirmou.</p>
<p>Acerca da relação fraterna entre Clara e <span style="color: #006699">São Francisco</span>, o Papa abordou o tema da amizade:</p>
<p>&#8220;A amizade entre esses dois santos constitui um aspecto muito bonito e importante. De fato, quando duas almas puras e inflamadas pelo mesmo amor por Deus encontram-se, tiram da recíproca amizade um estímulo fortíssimo para percorrer a via da perfeição. A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura&#8221;.</p>
<p><strong>Acesse</strong><br />
<strong><span style="color: #006699">.: </span><a href="http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=277842" target="_blank"><span style="color: #006699">Catequese de Bento XVI sobre Santa Clara de Assis</p>
<p></span></a></strong>Santa Clara viveu no século XIII, em uma família nobre, mas preferiu dedicar-se totalmente ao serviço de Deus, segundo o modelo proposto por São Francisco. Apesar de ser superiora da comunidade, desejava servir as irmãs nos trabalhos mais humildes. &#8220;A caridade, de fato, supera todas as resistências e quem ama faz todos os sacrifícios com alegria&#8221;, explicou o Santo Padre.</p>
<p>Canonizada apenas dois anos após seu falecimento, que aconteceu em 1255, Bento XVI citou os elogios que o Papa Alexandre IV escreveu na Bula de canonização de Santa Clara, na qual disse que, apesar de procurar o silêncio, a fama da santa gritava.</p>
<p>&#8220;E é exatamente assim, queridos amigos: são os santos aqueles que alteram o mundo para melhor, transformam-no de modo duradouro, incorporando as energia que somente o amor inspirado pelo Evangelho pode suscitar. Os santos são os grandes benfeitores da humanidade!&#8221;, exclamou o Bispo de Roma.</p>
<p><strong>Mulheres na Igreja</p>
<p></strong>Conforme já havia dito nas Catequeses dedicadas a Santa Hildegarda, o Pontífice voltou a valorizar o papel da mulher na vida da Igreja.</p>
<p>&#8220;O seu testemunho mostra-nos o quanto toda a Igreja é devedora a mulheres corajosas e cheias de fé como ela, capazes de dar um decisivo impulso para a renovação da Igreja&#8221;, disse o Pontífice sobre Santa Clara.</p>
<p>E continuou: &#8220;Como Clara e suas companheiras, inúmeras mulheres ao longo da história foram fascinadas pelo amor de Cristo que, na beleza da sua Divina Pessoa, preenche os seus corações. E toda a Igreja, por meio da mística vocação nupcial das virgens consagradas, apresenta-se como o que será para sempre: a Esposa bela e pura de Cristo&#8221;.</p>
<p>A radicalidade da pobreza associada à confiança total na Providência Divina é um traço característico da espiritualidade franciscana. Santa Clara obteve do Papa Gregório IX ou, provavelmente, já de Inocêncio III o <em>Privilegium Paupertatis</em> – documento que garantia que tanto ela quanto suas companheiras não poderiam possuir nenhuma propriedade material, uma exceção extraordinária ao direito canônico da época.</p>
<p>&#8220;Isso mostra que também nos séculos da Idade Média, o papel das mulheres não era secundário, mas significativo. A esse respeito, deve-se salientar que Clara foi a primeira mulher na história da Igreja a compor uma Regra escrita, sujeita à aprovação do Papa, para que o carisma de Francisco de Assis fosse preservado em todas as comunidades femininas que se iam estabelecendo já nos seus tempos e que desejavam inspirar-se no exemplo de Francisco e Clara&#8221;, finalizou.</p>
<p><strong>Itinerário</strong></p>
<p>O encontro com os peregrinos aconteceu na Sala Paulo VI, às 10h30min. Após a Catequese, <a href="http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=277839" target="_blank"><span style="color: #006699">o Papa fez um apelo pela liberdade religiosa no sul da Ásia</span></a>, após os ataques contra escolas cristãs realizados na Índia, Afeganistão e Paquistão em protesto à iniciativa de um <a href="http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=277720" target="_blank"><span style="color: #006699">pastor evangélico norte-americano de queimar o alcorão</span></a>.</p>
<p>O Papa fez uma pausa no <a href="http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=277046" target="_blank"><span style="color: #006699">período de descanso na residência pontifícia de Castel Gandolfo</span></a> &#8211; a pouco mais de 20 quilômetros de Roma &#8211; para se reunir com os fiéis provenientes de vários lugares do mundo em virtude da tradicional Catequese.</p>
<p>O Santo Padre fez o trajeto entre as duas cidades de helicóptero e, ao término do encontro, retornou para a cidade do interior da Itália, em que se encontra desde o dia 7 de julho</p>
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		<item>
		<title>BENTO XVI A NOVOS BISPOS: NÃO SEJAM BUROCRATAS, MAS PAIS, IRMÃOS E AMIGOS</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Sep 2010 18:48:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giselle Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Castel Gandolfo, 13 set (RV) &#8211; A missão do bispo não pode ser entendida segundo a mentalidade da eficiência e da eficácia. O bispo não é um mero governante ou um burocrata. Ele é chamado a ser &#8220;forte e decidido, justo e sereno&#8221;, mas também &#8220;pai, irmão e amigo&#8221; no caminho cristão e humano. Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Castel Gandolfo, 13 set (RV) &#8211; A missão do bispo não pode ser entendida segundo a mentalidade da eficiência e da eficácia. O bispo não é um mero governante ou um burocrata. Ele é chamado a ser &#8220;forte e decidido, justo e sereno&#8221;, mas também &#8220;pai, irmão e amigo&#8221; no caminho cristão e humano.</p>
<p style="text-align: justify">Foi a exortação do Papa na audiência da manhã desta segunda-feira, na Sala dos Suíços, na residência pontifícia de verão de Castel Gandolfo, aos bispos recentemente nomeados, reunidos em Roma para o encontro anual promovido pela Congregação para os Bispos.</p>
<p style="text-align: justify">Bento XVI agradeceu ao novo Prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet, fazendo-lhe seus melhores votos pelo início de seu serviço à frente do referido organismo vaticano.</p>
<p style="text-align: justify">Não um burocrata, mas um pai, um irmão e um amigo. O Papa traçou assim o papel que os novos bispos são chamados a desempenhar. A esse propósito, recordou o Pontífice, algumas expressões de Santo Tomás de Aquino são iluminadoras:</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Comentando a expressão de Jesus no Evangelho de João: &#8220;O bom Pastor dá a vida por suas ovelhas&#8221;, Santo Tomás observa: &#8220;Ele consagra a sua pessoa no exercício da autoridade e da caridade. São necessárias as duas coisas: que lhe obedeçam e que o amem. De fato, a primeira sem a segunda não é suficiente&#8221;.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify">Em seguida, Bento XVI recordou as palavras do rito da entrega do anel na liturgia da Ordenação episcopal: &#8220;Recebe este anel, símbolo da fidelidade; e com fidelidade invencível guarda sem mancha a Igreja, esposa de Deus&#8221;:</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;A Igreja é &#8220;esposa de Cristo&#8221; e o bispo é o &#8220;guardião&#8221; (episkopos) desse mistério. O anel é, portanto, um sinal de fidelidade: trata-se da fidelidade à Igreja e à pureza de sua fé. Portanto, é confiada ao bispo uma aliança nupcial. A aliança nupcial da Igreja com Cristo.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify">Ademais, o Pontífice evidenciou as grandes responsabilidades de um bispo para o bem da diocese, como também da sociedade. A sua missão – observou – &#8220;não pode ser entendida segundo a mentalidade da eficiência e da eficácia&#8221;:</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;O ministério do bispo coloca-se numa profunda perspectiva de fé e não simplesmente humana, administrativa ou de caráter sociológico. O bispo não é um mero governante, ou um burocrata, ou um simples moderador e organizador da vida diocesana. São a paternidade e a fraternidade em Cristo que dão ao Superior a capacidade de criar um clima de confiança, de acolhimento, de afeto, como também de franqueza e de justiça.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify">Por fim, o Santo Padre se deteve sobre uma antiga oração de Santo Aelredo de Rievaulx, Abade:</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Tu, doce Senhor, colocaste um como eu como chefe da tua família (&#8230;) para que pudesse ser manifestada a tua misericórdia (&#8230;) de modo que se pudesse ver a sublimidade da tua força, não a força do homem.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista sobre a situação litúrgica com Pe. Paulo Ricardo</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 23:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giselle Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista realizada com Pe. Paulo Ricardo para o site http://www.salvemaliturgia.com 1. Como V. Revma vê hoje a questão da Liturgia no Brasil e no mundo? Nós estamos vivendo uma fase nova na história da Liturgia. Nós tivemos durante todo o século 20 um movimento litúrgico extraordinário de retorno as fontes; um progresso imenso no estudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><span style="color: #888888">Entrevista realizada com Pe. Paulo Ricardo para o site <a href="http://www.salvemaliturgia.com">http://www.salvemaliturgia.com</a></span></em></strong></p>
<p style="text-align: center"><strong><em><span style="color: #888888"><a href="http://familiadenazare.com.br/wp/nossaigreja/files/2010/09/pope-liturgia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-663" src="http://familiadenazare.com.br/wp/nossaigreja/files/2010/09/pope-liturgia.jpg" alt="" width="589" height="257" /></a></span></em></strong></p>
<h4 style="text-align: justify">1. Como V. Revma vê hoje a questão da Liturgia no Brasil e no mundo?</h4>
<p style="text-align: justify">Nós estamos vivendo uma fase nova na história da Liturgia. Nós tivemos durante todo o século 20 um movimento litúrgico extraordinário de retorno as fontes; um progresso imenso no estudo da liturgia. Depois, com execução da Reforma Litúrgica do Vaticano II, houve infelizmente uma aplicação muito errada da Reforma. Ela foi, de certa forma, positiva, mas muito mal aplicada. Agora vivemos uma terceira fase: a fase em que retomamos aquilo que poderíamos chamar de o “bonde perdido”, retomamos o “trem perdido”. Nós estávamos no movimento litúrgico, que foi interrompido por um processo revolucionário da década de 70 e 80, e agora estamos retomando aquele processo litúrgico anterior, para colher os frutos de um verdadeiro movimento litúrgico. É isso que o Papa Bento XVI, pelo menos espera colocar em ato, e aquilo que ele prevê no seu livro “introdução ao Espírito da Liturgia”.</p>
<h4 style="text-align: justify">2. O saudoso Papa João Paulo II, na sua encíclica Ecclesia de Eucharistia, falava de “sombras” no modo com a Santa Missa é celebrada. Como interpretar essa expressão?</h4>
<p style="text-align: justify">A meu ver essa sombras são exatamente isso: são frutos da má aplicação da Reforma Litúrgica. Nós vemos que, de alguma forma, entrou dentro do processo litúrgico da Igreja Católica uma mentalidade estranha e alheia a Igreja, que nós poderíamos chamar de mentalidade revolucionária, onde as pessoas fazem a Liturgia subjetiva, a partir dos seus gostos, de suas veleidades subjetivas. O Papa alerta para isso, e é necessário então nós retornarmos a forma tradicional da Igreja celebrar a Liturgia, mesmo que tenhamos os ritos litúrgicos do Vaticano II. Mas a Reforma Litúrgica do Vaticano II deve ser executada em sintonia com a tradição de 20 séculos.</p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<h4 style="text-align: justify">3. Qual a importância do latim na celebração litúrgica? E do canto gregoriano?</h4>
<p style="text-align: justify">A Liturgia só tem sentido quando ela é recebida do passado. Nós precisamos compreender que um rito litúrgico é algo recebido da tradição, recebido dos nossos pais. E é essa a importância do latim e do canto gregoriano. Ao se fazer orações em latim na Liturgia e ao se cantar cantos que foram cantados por gerações e gerações de cristãos antes de nós, nós tomando a consciência de que estamos vivendo algo que não foi inventado por nós, mas que nos une a uma multidão de santos e santas que viveram antes de nós, e que santificarem com aqueles textos e com aqueles cantos; se eles chegaram a se salvar e estar junto de Deus, também nós podemos fazer.</p>
<h4 style="text-align: justify">4. É possível resgatar um uso mais regular da língua latina mesmo na forma ordinária do Rito Romano, ou seja, na forma aprova pelo Papa Paulo VI? Como dar os passos para isso?</h4>
<p style="text-align: justify">Não somente é possível como é desejável. Aliás, o próprio Papa Paulo VI e o Concílio Vaticano II sua constituição Sacrassanctum Concilium pediam isso: que os fiéis soubessem recitar e cantar orações em latim e usando o canto gregoriano. Agora, é evidente que tudo isso pode e deve ser feito dentro um processo, de um movimento gradual. Eu costumo sempre dizer que eu odeio tanto revoluções que as rejeito até quando elas são a meu favor. Uma revolução que de repente coloque tudo em latim e em gregoriano seria tão detestável quando a revolução da qual nós estamos querendo nos livrar. O povo de Deus não se move por decreto. O povo de Deus deve ser respeitado e educado lenta e gradualmente, trazido para a plenitude da fé católica e da beleza da Liturgia Católica, porque do contrario seria violentar o povo.</p>
<h4 style="text-align: justify">5. Quanto a Santa Missa “orientada” ou celebrada em “Versus Deum” (“Voltados para Deus”, isto é, com sacerdotes e fiéis voltados para a mesma direção), que o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, recomenda que se faça no seu livro “Introdução ao Espírito da Liturgia”: essa disposição pode ser utilizada mesmo na forma do Rito Romano aprovada pelo Papa Paulo VI? Qual o seu significado?”</h4>
<p style="text-align: justify">Na verdade as rubricas do Missal aprovado por Paulo VI foram escritas pensando nas duas possibilidades: a Missa voltada para o povo ou a Missa voltada para Deus (também chamada de Missa orientada, já que as Igrejas eram construídas de tal forma que o sacerdote pudesse celebrar voltado para o lugar onde nasce o sol). Muita gente fala da Missa voltada para o povo como sendo uma das “conquistas” do Vaticano II. A verdade é que os documentos do Concílio nem tratam do assunto.</p>
<p style="text-align: justify">A Missa voltada para o povo foi uma adaptação introduzida pelos padres alemães celebravam assim em seus acampamentos com jovens e escoteiros. Isto que era uma situação completamente excepcional tornou-se regra quando da implantação da Reforma Litúrgica.</p>
<p style="text-align: justify">Na minha opinião a Missa voltada para o povo não tem nenhum fundamento teológico, psicológico ou pastoral, se considerarmos a verdadeira natureza da Missa. Sendo assim, a situação atual rompe completamente com a tradição de dois mil anos. Não há nenhum outro Rito Litúrgico que tenha este tipo de prática.</p>
<p style="text-align: justify">A Missa orientada tem a importante “missão” de tirar o sacerdote e colocar Deus no centro da celebração. Todos voltados para a mesma direção, sacerdote e assembléia, dirigem-se como Igreja para Deus e oferecem a ele o Divino Sacrifício Eucarístico.</p>
<p style="text-align: justify">O que fazer então? Segundo o Papa Bento XVI, no livro que você citou, a caminho de retorno, sem que o povo sofra violências, é colocar a cruz de volta no centro do altar. Desta forma o sacerdote celebrante pode olhar claramente para o Crucificado durante a Liturgia Eucarística e não dar ao povo a errada impressão de que está falando com a assembleia.</p>
<h4 style="text-align: justify">6. O Santo Padre Bento restaurou, recentemente, a Comunhão de joelhos e na boca em suas Missas celebradas em Roma. Muitos se surpreenderam com essa atitude do Papa. O que pensar disso?</h4>
<p style="text-align: justify">Eu devo confessar uma coisa: eu, durante vários anos como padre, insisti terminantemente que as pessoas comungassem na mão, devido aos meus estudos. Eu estudei as catequeses mistagógicas de São Cirilo, e lá ele ensina a comungar na mão. E eu insistia nisso, porque afinal das contas, são os Santos Padres que estão nos ensinando; é a volta às fontes. E eu insistia nisso, e ficava até com raiva quando um seminarista vinha comungar na boca. Mas vejam: eu sou canonista, e também sabia que o seminarista tinha o direito de receber a comunhão na boca. Por isso, eu não proibia, só ficava incomodado. Tudo isso era o que eu lutava e cria até a pouco tempo atrás, até que Bento XVI me deu uma rasteira.<br />
Bento XVI começou a dar a comunhão na Liturgia do Papa para os fiéis de joelhos, num genuflexório e na boca. Eu fiquei inicialmente chocado com aquilo, até que eu fui estudar. Por que ele é Papa! Se ele está tomando uma atitude, alguma razão tem. Então eu fui estudar quais são as razões, e como é que surgiu a comunhão na mão.</p>
<p style="text-align: justify">A primeira coisa que me espantou: descobri que a comunhão na mão – que é algo que podemos fazer, porque foi permitido – ela é uma excessão, segundo a lei canônica; ou seja, canonicamente a forma normal, comum, corriqueira , de se<br />
comungar, é na boca. É isso que foi colocado na legislação por Paulo VI e está nas várias legislações de João Paulo II.</p>
<p style="text-align: justify">Mas desde que Paulo VI concedeu a comunhão na mão, ela é claramente uma exceção, permitam-me a redundância, excepcionalíssima. Vamos ficar com a verdade: a atual legislação da Igreja diz que a comunhão normal é na boca.</p>
<p style="text-align: justify">No Missal de Paulo VI , quando ele foi aprovado em 1969 e 1970 – são as primeiras aprovações do Missal que nós celebramos – não existe nenhuma referência à comunhão na mão. A coisa surgiu depois. E investigando, eu descobri que nos países do Norte da Europa – Holanda, Alemanha… – o pessoal começou a comungar na mão por iniciativa própria, por desobediência. O Papa ficou sabendo, e o Vaticano disse: parem com isso! Mas o pessoal continuou. Então chegou uma hora em que, para não ter uma rebelião em massa, o Vaticano deu uma autorização as Conferências Episcopais – como a CNBB, aqui no Brasil, por exemplo – para que elas, se acharem oportuno, peçam permissão a Santa Sé e a Santa Sé então dá permissão para a Conferência receber a comunhão na mão; mas o normal continua sendo a comunhão na boca. E isso eu descobri lendo um livro de um Arcebispo que foi responsável por toda a Reforma Litúrgica: Dom Annibale Bugnini (La Riforma Liturgica 1948 – 1975, Roma: CVL). Foi ele o chefe da comissão responsável por elaborar o Missal que nós temos hoje. E isso ele disse claramente, é ele que narra; eu não ouvi isso de uma fofoca.</p>
<p style="text-align: justify">Quais são as razões de Bento XVI agora estar dando a comunhão na boca e de joelhos? O Papa já falou algumas vezes, quando ele era cardeal, e ultimamente ele tem falado através dos seus ajudantes. Portanto, as informações que vou passar aqui são de ajudantes do Papa, como seu mestre de cerimônias, Mons. Guido Marini; o ex-secretario da Congregação para o Culto Divino, Dom Ranjith, e o atual Prefeito da Congregação para o Culto Divino, cardeal Cañizares.</p>
<p style="text-align: justify">O Papa acha que nós estamos correndo um risco muito grande de perder a devoção e a fé na Eucaristia. Infelizmente, em alguns lugares da Igreja, a Presença Real de Jesus na Eucaristia está se tornando uma piada: ninguém acredita mais.<br />
São Cirilo de Jerusalém, em suas Catequeses Mistagógicas, recomendava aos seus fiéis que recebessem a comunhão nas mãos, e eu não estou recriminando isso: não é pecado receber a comunhão na mão. Mas São Cirilo não vive nos nossos dias, e eu duvido que na época dele houvesse esse tipo de escândalo que existe hoje, de gente que perdeu a fé na Presença Real de Jesus na Eucaristia. Isso é muito grave e nós precisamos fazer alguma coisa.</p>
<p style="text-align: justify">Não é uma questão de arqueologia litúrgica: se formos fazer arqueologia, é evidente que a comunhão na mão é muito mais antiga, é muito mais tradicional, do que a comunhão de joelhos e na boca. Mas o problema é que nós estamos em uma época em que a Presença Real de Jesus na Eucaristia está sendo esquecida, deixada de lado, e isso mudou a minha opinião: o Papa tem razão. Uma pessoa que recebe a comunhão de joelhos está se inclinando diante da Majestade de Deus: Deus é Deus, eu não sou nada. A pessoa que está recebendo a Comunhão na boca porque até a migalha mais pequenina da Hóstia Consagrada é preciosa; não somente é pedagógico, mas é verdadeiramente adoração, é verdadeira devoção eucarística, é verdadeira entrega a Deus.</p>
<p style="text-align: justify">Nos tempos que correm, nós não podemos nos dar ao luxo de arqueologismos litúrgicos. No primeiro milênio não tinha comunhão na boca, mas também não tinha herege que não acreditava na Presença Real de Jesus na Eucaristia. Nós estamos em um tempo diferente, e a Igreja evolui também na sua forma de demonstrar devoção a Cristo. Foi de mil anos para cá que começaram aquelas heresias que negaram a Presença de Cristo na Eucaristia que culminaram com a reforma protestante, que a negou de vez, e agora estamos nessa situação.</p>
<p style="text-align: justify">O Papa está nos dando exemplo de devoção eucarística, de verdadeira união a tradição da Igreja, mas uma tradição que sabe evoluir ao longo dos tempos; a Igreja sabe, como mãe e mestra, colocar o remédio certo na hora certa. E em um tempo em que, infelizmente, acontecem abusos e padres que perdem a fé na Presença de Jesus na Eucaristia, a Igreja como mãe e mestra quer renovar essa fé.</p>
<h4 style="text-align: justify">7. Em muitas dioceses há sacerdotes e ministros extraordinários que negam ministrar a Comunhão para o fiel que deseja comungar de joelhos, fazendo que os fiéis passem por situações constrangedoras e gerando escândalo. Como V. Revma. esse fenômeno, e o que fazer em relação a isso?</h4>
<p style="text-align: justify">Eu sou professor de Direito Canônico, e uma das observações que eu faço em aula para os meus alunos é o seguinte: que de uma forma geral os padres e bispos tem alergia ao Direito Canônico, exatamente porque 90% das normas canônicas estão lá para defender os fiéis, os sacramentos e a Palavra de Deus do alvitre dos padres e bispos. Então é evidente que aqueles que são os mais tolhidos pelo Direito Canônico são aqueles que mais recalcitram contra ele. No entanto, o Direito Canônico é necessário. A Igreja dá poder aos padres e bispos, e ao mesmo tempo se apressa em limitá-lo. Porque sabe que pelo nosso pecado original nós temos uma tendência de abusar do poder. Negar a comunhão ao fiel que legitimamente deseja recebê-la de joelhos e na boca é sem dúvida alguma um abuso de poder. Para resolver o problema, eu recomendo aos fiéis prudência e determinação. Prudência para ver se com 10 mil homens você consegue vencer um exercito que vem contra você com 20 mil. E determinação para não abandonar a reverencia e a sacralidade da forma com nós recebemos a Sagrada Comunhão. Penso que é importante que os fiéis insistam num movimento litúrgico em que o verdadeiro espírito da Liturgia seja resgatado, mesmo que esse movimento tenha que pacientemente esperar décadas.</p>
<h4 style="text-align: justify">8. E quanto à forma extraordinária do rito romano, a ”Missa Tridentina”? Como vê V. Revma. esse aumento dos pedidos dos leigos para que se a celebre?</h4>
<p style="text-align: justify">O Missal anterior aquele que nós celebramos hoje é um Missal que santificou gerações e gerações de cristãos. As pessoas vêem que existe algo de errado na forma de se celebrar hoje em dia, e por isso tem a tendência de imputar essas dificuldades ao Missal de Paulo VI. Ou seja, “se a Liturgia vai mal, é porque o Missal de Paulo VI é mau”. Eu respeitosamente discordo dessa opinião. Eu acho que se nós executássemos o Missal de Paulo VI, se nós obedecêssemos a ele, teríamos uma Liturgia esplendorosa e magnífica. O problema é que não o fazemos. Então existem muitos equívocos com relação ao Missal de Paulo VI. Nós vemos, por exemplo, na internet, com freqüência, abusos litúrgicos que são fotografados e colocados dizendo: “Vejam o Missal de Paulo VI!” Quando isso é incorreto, ou seja, aquilo não é o Missal de Paulo VI, aquilo é o abuso dele. Não posso imputar ao Missal de Paulo VI os atos daqueles que estão destruíndo este Missal. Agora, esses pedidos que aumentam cada vez mais de se celebrar a Liturgia conforme o Rito Extraordinário são pedidos de pessoas bem intencionadas que querem voltar a tradição da Igreja, e por isso devem ser valorizados e respeitados, ao mesmo tempo em que essas pessoas deveriam ser esclarecidas, para que se compreendesse que a atual situação de desrespeito da Liturgia não é devida ao Missal, mas exatamente a ausência de respeito ao Missal.</p>
<h4 style="text-align: justify">9. Dizem que nas dioceses e instituições que prezam pela Liturgia bem celebrada, de acordo com as normas liturgias, com incentivo ao canto gregoriano, ao latim, mesmo ao canto popular mais sóbrio, e mesmo em vernáculo celebrada de forma decorosa e solene, haveria um aumento de vocações. Isso é verdade e como podemos analisar este fenômeno?</h4>
<p style="text-align: justify">Eu concordo com o falecido cardeal Hans Urs von Balthasar, que dizia que o homem moderno será atraído para Deus não tanto pela verdade da fé, ou pela bondade do caminho moral cristão, mas pela beleza. Cita-se com freqüência a frase de Dostoiévski “a beleza salvará o mundo”. De alguma forma, é verdade que o homem moderno, se sente muito mais atraído para Deus, para a verdade da fé, e para a bondade do caminho cristão, se esta verdade e esta bondade forem apresentadas de forma bela. Este é o caminho que atrairia muitas pessoas a Deus. E atraindo essas pessoas com a celebração litúrgica bela, bonita e decorosa, certamente, entre elas, haveria muitas vocações. Eu não tenho duvida que uma celebração conforme a tradição da Igreja é fonte de vocações para a Igreja, e que celebrando mal, teremos menos padres, celebrando bem, teremos numerosas vocações.</p>
<h4 style="text-align: justify">10. O clero brasileiro percebe a importância do latim, do canto gregoriano, e assim por diante?</h4>
<p style="text-align: justify">É necessário distinguir. Existe uma nova geração que está acordando para isto. A nova geração de padres e seminaristas está resgatando aquilo que a geração anterior jogou fora. Infelizmente esses padres jovens e seminaistas não tem nem poder e nem influencia suficiente para mudar substancialmente o contexto eclesial no qual eles vivem. Mas chegará o dia em que eles estará amadurecidos e prontos para assumir o comando, e então veremos uma situação melhor. Por isso eu diria que o clero brasileiro, de alguma forma, está dividido entre uma geração mais antiga, que viveu a revolução estudantil de 1968, os desmandos da aplicação inicial da reforma litúrgica, a revolução sexual, o secularismo, e todo o tipo de reação adversa ao cristianismo e à Igreja. Esta geração mais antiga é a geração que nos governa atualmente, eles são muito temerosos e resistem a querer enfrentar o mundo moderno. Já a geração mais nova é de uma outra lavra. Eles já nasceram dentro do secularismo, e portanto o rejeitam e não tem medo de enfrentá-lo. O único problema desta nova geração é que muitas vezes ela não tem formação e nem orientação suficiente para notar a sua vocação de transformação e reforma da atual situação de Igreja.</p>
<h4 style="text-align: justify">11. Como reitor de seminário, quais os meios que V. Revma. vê para formar seminaristas totalmente ortodoxos em matéria litúrgica?</h4>
<p style="text-align: justify">Existem inúmeros meios. Uma das coisas que nós fazemos em nosso seminário é não supor que o rapaz que acaba ingressar no seminário é cristão e é católico. A fé ela deve ser transmitida. Então é necessário receber o candidato que ingressa no seminário transmitindo a ele a fé da Igreja, o Catecismo da Igreja Católica, a Tradição da Igreja através de um conhecimento da história da Igreja, sobretudo da história da Igreja antiga, dos Santos Padres e dos primeiros concílios, transmitir a ele o sentido da correta interpretação das Sagradas Escrituras na Tradição da Igreja, e finalmente transmitir também o respeito as normas e aos textos litúrgicos. Se nós edificarmos esse rapaz em todo esse contexto geral de eclesialidade, ele irá, depois, obedecer as normas litúrgicas. A dificuldade que eu vejo sempre na obediência dos padres jovens é muitas vezes a dificuldade da ignorância. Eles não sabem o valor daquilo que estão jogando fora.</p>
<h4 style="text-align: justify">12. V. Revma. tem enfrentado resistências em algum esses sentidos? Como resolvê-las? Vê algum sinal de esperança?</h4>
<p style="text-align: justify">A resistência nós a encontramos quando tentamos enfrentar o problema sem pedagogia e sem respeitar a história acontecida até agora. Vou tentar ser mais claro: em alguns lugares do Brasil, por exemplo, os padres insistem ainda em celebrar a Missa só de estola, sem casula. Ora, se eu chego e tento impor aquele padre o uso da casula, eu devo considerar primeiro o fato que se ele está usando somente estola é porque ele foi formado assim. E se eu for buscar a raiz, eu irei ver que essa desobediência tem origem na norma que foi dada pela Santa Sé permitindo ao clero brasileiro na década de 70 de celebrar a Missa apenas com túnica e estola. Portanto, é uma situação que foi instaurada pela própria autoridade da Igreja. Se agora eu tenho um decreto de Roma que manda, mais uma vez, que os padres abandonem este uso e comecem a usar a casula, eu tenho que considerar esta história e ter a paciência histórica de levar as pessoas à compreensão desta mudança. Então, as resistências muitas vezes são fortes quando nós não levamos em conta o fato de que nós temos toda uma geração que não recebeu uma formação adequada exatamente por causa dos próprios documentos e orientações que receberam. Portanto, talvez seja necessário ter paciência com esta geração mais antiga e esperar por uma geração nova formada de uma forma diferente.</p>
<h4 style="text-align: justify">13. Como V. Revma. enxerga a grande migração que muitos leigos, inclusive jovens, fazem em direção a grupos que, embora conservem a liturgia tradicional, a Missa Tridentina, não estão em plena comunhão com Roma? O que fazer para solucionar o problema?</h4>
<p style="text-align: justify">Em primeiro lugar eu vejo que talvez o grupo não seja tão grande assim, pelo menos aqui no Brasil. Em segundo lugar, a solução para uma revolução nunca é uma outra revolução. A solução para uma revolução de esquerda não é uma revolução de direita. E o que eu entendo por revolução? A mente revolucionária é aquela cabeça de adolescente que está convencida de que sabe como o mundo deve ser, e por isso, o mundo está errado. Quando os jovens do movimento hippie viram o mundo dos seus pais e contestaram e rejeitaram aquele mundo, estavam sendo revolucionários. Quando o jovem tradicionalista de hoje vê o mundo dos seus pais, e o rejeita completamente, também está sendo revolucionário. Qual seria a solução? A solução é sempre vivermos num mundo real com suas dificuldades e contradições e tentar combater a maldade que nós encontramos no dia-a-dia sem destruí-lo. Sendo mais concreto: sair da Igreja para salvar a Igreja já foi tentado por Lutero e deu errado. É necessário abraçar a Igreja real, como ela sempre existiu em 2000 anos. Uma Igreja com membros cheios de pecados, falhas e traições, embora a Igreja seja santa e imaculada. A fidelidade à Igreja é parecida com a fidelidade de um casal. Uma comparação semelhante é feita por São Paulo em sua carta aos Efésios (6, 32). O casal precisa estar pronto para perdoar o pecado um do outro, sem desistir um do outro. O jovem que se divorcia da Igreja porque não suporta os defeitos dos seus membros está abandonando uma Igreja real para viver numa Igreja ideal que a meu ver não passa da expressão de uma revolução de direita.</p>
<h4 style="text-align: justify">14. O Cardeal Castrillón Hoyos insiste na chamada “ars celebrandi”, expressão que é frequentemente utilizada também pelo Santo Padre Bento XVI. Em que ela consiste? Como colocá-la em prática?</h4>
<p style="text-align: justify">A Liturgia é chamada historicamente de teatro. Para nós modernos, o teatro é sempre algo falso, algo sem consistência de sinceridade. Por isso, falar de arte de celebrar pode parecer a insistência numa pantomina e numa hipocrisia, mas não é isso. A Liturgia é teatro n sentido de drama. Nela, acontece o drama de nossa salvação. Nela, existe um conflito de liberdades: a liberdade divina e soberana, como protagonista principal desse grande drama, e a liberdade humana que deve se configurar a Deus. Nesse sentido, toda a historia da salvação é um drama, um teatro. A arte de celebrar é a entrada do ser humano todo neste drama extraordinário que a própria Liturgia chama de duelo entre a vida e a morte, é da sequência Pascal, “mors et vita duelo, conflixerunt mirando”. Neste contexto, a arte de celebrar significa uma entrada da pessoa como um todo dentro de um drama espiritual e isto acontece através dos símbolos litúrgicos que são também símbolos artísticos.</p>
<h4 style="text-align: justify">15. Quais são as causas, na visão de V. Revma., de tanto desleixo para com a Liturgia no Brasil? A Teologia da Libertação, o modernismo, condenado por São Pio X, bem como o marxismo cultural e a Revolução, têm que parcela de culpa?</h4>
<p style="text-align: justify">Sem duvida alguma, aquilo de negativo que nós encontramos na atual vida litúrgica do Brasil, é fruto de um processo revolucionário. Mais uma vez eu gostaria de enfatizar o que é a mentalidade revolucionária:a mente revolucionário é aquela que está muito convencida da verdade das suas idéias, e quer impor ao mundo as suas idéias. Os liturgos revolucionários no Brasil tem a tendência de confeccionar uma liturgia mental, o ideal daquilo que seria a Liturgia para eles. E então aplicar essa idéia de Liturgia na prática. Ora, pouco importa que a matriz revolucionária desses pensamentos seja marxista, da Teologia da Libertação, modernista ou liberal; trata-se sempre de um único e mesmo mecanismo. O liturgista se propõe como demiurgo da Liturgia. Ele faz, ele cria, nesse sentido esses liturgistas que pretendem ser tão democráticos, na verdade, não passam de déspotas porque impõem a assembléia litúrgica as suas idéias de Liturgia. Nada de mais anti-democratico do que um liturgista revolucionário ou uma equipe litúrgica revolucionaria, que é uma pequena elite que impõe ditatorialmente ao povo de Deus as suas concepções de Liturgia. E o Direito Canônico diz claramente que o povo de Deus tem direito de receber dos seus Sagrados Pastores a Liturgia da Igreja.</p>
<h4 style="text-align: justify">16. Felizmente, hoje alguns excelentes escritos litúrgicos tem sido publicados ou chegando ao Brasil em português, como “Introdução ao Espírito da Liturgia”, do Cardeal Ratzinger (hoje Papa Bento XVI), e “Dominus Est – É o Senhor!”, de Dom Athanasius Schneider. Por que há essa dificuldade de tais materiais chegarem ao Brasil, e como avalias em geral os escritos litúrgicos publicados aqui?</h4>
<p style="text-align: justify">Como eu me referi em uma outra pergunta, nós atualmente somos governados, tanto no âmbito político como no âmbito eclesial, pela geração que viveu as grandes mudanças da década de 70. A maior parte das pessoas dessa geração ou são plenamente revolucionarias ou tem um medo imenso de enfrentar a mentalidade revolucionaria. Por isso, a tendência de selecionar os títulos que são publicados no Brasil, já que a maior parte dos editores pensa ou que esses títulos são inoportunos, porque são editores revolucionários, ou que esses títulos não irão vender e que não há interesse geral porque são editores que já capitularam diante da pressão revolucionária. Um dos lugares onde as pessoas mais corajosas encontram um fórum livre, no qual podem ter acesso a esse tipo de literatura, é a internet. Embora muitos livros não estejam disponíveis em sua totalidade na internet, pode-se partilhar o conteúdo desses livros de forma indireta, através de resumos e resenhas.</p>
<h4 style="text-align: justify">17. Como V. Revma. avalia que o Santo Padre Bento XVI, em sua proposta de “reforma da reforma”, tem sido apoiado pela demais autoridades litúrgicas de Roma, Cardeal Cañizares, Cardeal Arinze, como Dom Guido Marini, Mons. Ranjith?</h4>
<p style="text-align: justify">Essas pessoas citadas são todas pessoas de confiança direta do Santo Padre e que receberam o encargo de por em ação esse novo movimento litúrgico. Muitas pessoas reclamam da lentidão com que Roma estaria realizando esta Reforma da Reforma, mas eu creio que a lentidão faz parte desse processo. Não é necessário dizer que qualquer decreto vindo de Roma não tem efeito algum se não houver uma recepção na base, e que portanto, mais importante do que exarar decretos, é por em ação um movimento, principalmente entre os jovens, onde a sensibilidade para com a Liturgia da Igreja e a Tradição seja mais presente. É exatamente isto que esses homens estão fazendo.</p>
<h4 style="text-align: justify">18. Alguns padres mais novos começam a vestir batina, a usar clergyman, a celebrar com decoro, a se interessar pelo latim, pela forma ordinária bem celebrada (inclusive com latim e canto gregoriano), pela Missa Tridentina. Também leigos bem formados estão despertando e tomando iniciativas apostólicas para promover a Liturgia de acordo com o que nos manda a Santa Igreja e conforme a tradição da Igreja. O que diz V. Revma. disso tudo?</h4>
<p style="text-align: justify">Vejo com bons olhos porque vejo a boa vontade desses jovens. Embora deva admitir que é necessário que toda essa boa vontade seja acompanhada de uma boa formação espiritual. Porque toda esta embalagem precisa ser acompanhada de conteúdo. Quanto eu era seminarista, no final da década de 80, já se notava na Europa uma tendência de os seminaristas serem mais conservadores do que os seus próprios formadores dentro dos seus seminários. No entanto, muitas vezes, por falta de formação espiritual, de uma vida ascética de disciplina, esta boa vontade dos seminaristas caiu na vazies de uma vida incoerente com aquilo que se propunha. Penso que é muito importante que o padre ame a sua batina, mas mais importante ainda é que ele honre a sua batina. Porque em alguns lugares tem tido um efeito devastador jovens sacerdotes se vestirem com a tradição e levarem uma vida moral em completo desrespeito com a Tradição. Por isso, vejo com bons olhos a boa vontade desses padres jovens e seminaristas, e ao mesmo tempo vejo com apreensão porque penso que é necessário dar a eles uma formação espiritual e ascética que corresponda a essa boa vontade. É aquilo que eu tentei fazer quando escrevi o meu livro sobre a Terapia das Doenças Espirituais.</p>
<h4 style="text-align: justify">19. Aos que querem a Missa mais sóbria, de acordo com as normas, com incenso, latim, paramentos bonitos, logo se lhes acusam de “rubricistas” ou de “obtusos”, “antiquados” e até de “fariseus”. Dizem que a Missa tem que ser “alegre”, com improvisação, sem se prender a fórmulas. Alegam que pra Jesus, “o que importa é o coração, é o interior”. Como responder a tudo isso?</h4>
<p style="text-align: justify">“Unum facere et alium non omittere”, Fazer uma coisa e não omitir a outra. Ou seja, observar as normas litúrgicas e obedecê-las não é algo que está divorciado com o coração. É necessário escolher as duas coisas. Obediência das normas e soprar sobre estas normas, que são letra morta, o Espírito com o qual elas foram elaboradas. O espírito que é uma verdadeira tradição espiritual da Igreja. Por isso, essa dicotomia é uma falsa alternativa. Seria como pedir a uma pessoa que escolhesse entre o corpo e a alma, dizendo a ela ou ela fica com a alma ou ela fica com o corpo. A única resposta possível é dizer: eu não escolho, eu fico com os dois. Eu fico com a norma litúrgica e fico com o coração.</p>
<h4 style="text-align: justify">20. Vemos no Brasil que, após décadas de predomínio do pensamento da Teologia da Libertação, uma nova tomada de consciência por parte de muitos fiéis no que diz respeito a Santa Missa como Renovação do Sacrifício do Calvário, a Presença Real de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento, e culto de adoração devido a Ele, e assim por diante. Porém, mesmo em alguns desses meios onde está ocorrendo esta tomada de consciência (como em alguns ambientes da Renovação Carismática Católica), ainda há uma resistência em celebrar conforme determinam as normas litúrgicas e valorizar realmente o esplendor e a solenidade segundo a tradição litúrgica. Qual a causa dessa contradição? Como resolver?</h4>
<p style="text-align: justify">Existe uma idéia equivocada que pensa que o Evangelho é incompatível com a lei, ou seja, que o Espírito sopra onde quer e que uma lei só iria matar a verdadeira fidelidade ao Evangelho de Cristo. Mas esse idéia é equivocada. O Evangelho de Cristo é uma Palavra que me vincula. Quanto eu dou o meu assentimento de fé a Cristo, eu estou necessariamente vinculado a Palavra Dele, e portanto, na própria natureza do Evangelho e da resposta de fé, existe algo que me vincula e que me limita. Eu não posso trair a Palavra de Cristo. Eu não possa transformá-la em uma outra Palavra. Eu preciso aceitá-la, ser fiel a ela e transmiti-la como eu recebi. Isto que acontece com a Palavra deve acontecer também com o Sacramento. O que seria de nós, se nós disséssemos que eu preciso transmitir a Palavra de Deus com liberdade e criatividade? Terminaria que no curso de uma década, a Palavra de Deus pregada já não seria mais a Palavra de Cristo; talvez não seria nem necessário esperar uma década. A mesma coisa acontece com o Sacramento. O que me garante que o Sacramento que eu hoje celebro é o mesmo Sacramento do Cristo de 2000 anos atrás? É simplesmente o fato de que Ele deixou um Sacramento. E esse Sacramento me vincula, e eu preciso fazer de tudo para que esse Sacramento seja transmitido ao longo dos séculos tal qual ele é. Por isso, o Espírito, a liberdade e o Evangelho não são incompatíveis com a lei, a tradição e o vinculo necessário para que a Palavra e o Sacramento de Cristo seja os mesmos através dos séculos.</p>
<h4 style="text-align: justify">21. Um futuro promissor para a liturgia no Brasil é visto por V. Revma. a curto prazo? Quais os erros que devem ser evitados nesse trabalho de “reforma da reforma”?</h4>
<p style="text-align: justify">Se nós olharmos para a história da Igreja, nós notaremos que nunca aconteceu aqui na terra o paraíso da Liturgia perfeita. Penso que é importante não esperar esse paraíso. O que nós podemos esperar para o nosso futuro é que nós tenhamos força e decisão moral o suficiente de proteger a Liturgia e os Sacramentos da Igreja, de lutar para que os Sacramentos e a Liturgia não sejam destruídos, mas celebrados conforme a Tradição, conforme aquilo que Jesus e os Apóstolos deixaram. Penso que é esse o futuro que nós podemos desejar para o Brasil. Também penso que não é possível prever o futuro, já que, em todo o futuro, existe uma liberdade humana, e dependerá de nós que esse futuro seja melhor do que aquilo que vivemos hoje.</p>
<h4 style="text-align: justify">22. Por fim, uma palavra de incentivo aos leitores do Salvem a Liturgia, e o seu pensamento a respeito do nosso Apostolado.</h4>
<p style="text-align: justify">Penso que é de extrema importância colocar a Liturgia no centro dos debates e da vida eclesial. O Papa Bento XVI escolheu a Liturgia como a grande contribuição do seu pontificado. Aos leitores do salvem a Liturgia, eu gostaria de dizer que continuem amando e fazendo o bem a Igreja, da forma que estão fazendo, porque se salvarmos a Liturgia, seremos salvos por ela.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><em><span style="color: #999999">Fonte: </span></em></strong><a href="http://www.padrepauloricardo.org"><strong><em><span style="color: #999999">www.padrepauloricardo.org</span></em></strong></a></p>
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